Após confirmar morte, mídia estatal do Irã volta atrás e diz que viúva de Ali Khamenei está viva
12/03/2026
(Foto: Reprodução) Mídia estatal do Irã afirma que mulher de Ali Khamenei está viva
Reprodução
A mídia estatal do Irã afirmou nesta quinta-feira (12) que a viúva de Ali Khamenei, Mansoureh Khojasteh Bagherzadeh, está viva.
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A imprensa iraniana havia confirmado a morte da esposa de Khamenei dois dias após a morte do ex-líder supremo. Segundo as informações divulgadas na data, ela havia ficado em coma por conta dos ferimentos causados pela ofensiva.
"Informações de sua morte estavam incorretas", afirmou a agência.
Apesar de dizer que ela está viva, a imprensa não deu mais informações sobre o estado de saúde da mulher de Khamenei.
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Ferimentos de Mojtaba Khamenei
No mesmo dia dos ataques que mataram Ali Khamenei e deixaram sua esposa em coma, o novo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ficou levemente ferido, segundo a agência de notícias Reuters.
Segundo a mídia estatal iraniana, Mojtaba está "são e salvo".
"Ouvi a notícia de que Mojtaba Khamenei foi ferido. Perguntei a amigos que têm contatos e me disseram que, graças a Deus, ele está são e salvo", disse Yusef Pezeshkian, conselheiro do regime e filho do presidente Masoud Pezeshkian.
Nesta quinta (12), Mojtaba deu seu primeiro pronunciamento após sua seleção como líder supremo. Ele disse que "vingará o sangue de seus mártires", fez ameaças aos Estados Unidos e anunciou novos ataques a bases militares do país no Oriente Médio:
"Todas as bases americanas da região devem ser fechadas imediatamente. Essas bases serão atacadas", afirmou, acrescentando: 'O Irã não se absterá de vingar o sangue de seus mártires"''.
Pressionado pelos países vizinhos, alvos dos ataques retaliatórios iranianos contra os EUA e Israel desde o começo da guerra, Khamenei defendeu a ofensiva de Teerã. Disse que o país acredita na "amizade" com eles e, por isso, está atingindo apenas bases militares, mas que é "inevitável continuar".
Mojtaba também afirmou que o fechamento do Estreito de Ormuz precisa ser mantido porque é um "instrumento de pressão contra o inimigo".