Irã corta comunicação direta com EUA após Trump ameaçar 'destruir civilização' do país, diz jornal

  • 07/04/2026
(Foto: Reprodução)
Trump eleva ameaças e diz que pode destruir o Irã em uma noite Jornal Nacional/ Reprodução O Irã cortou as comunicações diretas com os EUA, em resposta à ameaça do presidente Trump de destruir "toda a civilização" iraniana, segundo divulgado pelo The Wall Street Journal nesta terça-feira (7). Apesar da medida, as negociações por um cessar-fogo continuam por meio de mediadores, de acordo com autoridade do Oriente Médio. Mais cedo, o jornal iraniano Tehran Times também havia informado que tanto as comunicações diretas quanto as indiretas estavam cortadas, mas voltou atrás horas depois e disse que os canais não estão fechados em uma publicação X. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp 🔴 AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra O possível fechamento da comunicação direta dificultaria temporariamente os esforços para fechar um acordo até o prazo estabelecido por Trump, às 21h (horário de Brasília) desta terça-feira (7) para o Irã reabrir totalmente o Estreito de Ormuz. Ameaça amplia risco de escalada militar com efeitos globais. Em resposta às ameaças de Trump, Irã manteve o tom desafiador. Em entrevista à agência Reuters, uma autoridade iraniana de alto escalão afirmou que o país não vai reabrir Ormuz em troca de "promessas vazias" e ameaçou fechar também a via marítima de Bab el-Mandeb, "se a situação sair do controle". A autoridade iraniana ameaçou ainda deixar "todo o Oriente Médio no escuro" se os EUA atacarem as usinas de energia do Irã. Iranianos formam corrente humana em torno de usina termoelétrica Ultimato de Trump Termina nesta terça-feira (7), às 21h pelo horário de Brasília, o prazo dado por Donald Trump para que o Irã chegue a um acordo com os Estados Unidos. O presidente norte-americano afirmou que os iranianos vão "viver no inferno" caso as negociações não avancem. ▶️ Contexto: A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã já está na sexta semana — prazo máximo previsto para a duração do conflito pelo próprio Trump quando a ofensiva começou. Os EUA dizem querer garantir que o Irã se comprometa a nunca buscar uma arma nuclear, além de limitar o alcance e o número de mísseis. Trump afirma que os EUA já venceram a guerra, após destruírem parte significativa das Forças Armadas iranianas, incluindo mísseis e lançadores. Ao mesmo tempo, o presidente defende ser necessário "terminar o trabalho" para impedir que o Irã volte a ameaçar os EUA ou aliados. Apesar dos avanços militares norte-americanos, o Irã vem demonstrando capacidade de resistência ao pressionar a economia global. O país fechou parte do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica para o transporte de petróleo, o que elevou os preços do combustível em diversos países. O Irã também mantém ataques frequentes contra Israel, atingindo cidades como Tel Aviv e Haifa. Países vizinhos acabaram sendo envolvidos no conflito, com Teerã mirando bases americanas no Oriente Médio e empresas de energia ligadas aos EUA na região. A reação iraniana tem afetado a popularidade de Trump a poucos meses das chamadas "midterms", eleições que vão renovar grande parte do Congresso norte-americano. Diante de pressões políticas e econômicas, o presidente vem elevando o tom das ameaças. No domingo (5), Trump escreveu em uma rede social que o Irã teria até as 21h desta terça-feira para fechar um acordo que incluísse a reabertura do Estreito de Ormuz. Ele ameaçou atacar pontes e usinas de energia iranianas caso as negociações permaneçam travadas. “Terça-feira será o Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes, tudo em um só, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram a p*** do estreito, seus bastardos loucos, ou vocês vão viver no inferno — é só esperar! Louvado seja Alá”, escreveu no Truth Social. 🗓️ Esse, no entanto, não foi o primeiro ultimato feito por Trump nos últimos dias. Em 21 de março, o presidente afirmou que iria "obliterar" usinas caso o Irã não reabrisse o Estreito de Ormuz em 48 horas. Dois dias depois, concedeu mais cinco dias de prazo e disse haver negociações "muito boas e produtivas" com o Irã. Em 26 de março, ampliou o prazo até 6 de abril e voltou a mencionar avanços nas conversas. Na segunda-feira (6), durante coletiva de imprensa, Trump afirmou que os EUA poderiam tomar "o Irã inteiro em apenas uma noite" e exigiu um acordo "aceitável". Segundo ele, após o fim do prazo estipulado, todas as pontes do Irã estarão "dizimadas" e as usinas de energia, "demolidas" em poucas horas.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/07/ira-corta-com-diplomacia-com-estados-unidos-diz-jornal.ghtml


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