Polícia de Israel prende 10 suspeitos por ataques a jornalista e diplomatas na Cisjordânia
19/10/2026
(Foto: Reprodução) Colonos israelenses atacam jornalistas na Cisjordânia
A polícia de Israel informou nesta segunda-feira (19) que prendeu dez suspeitos em uma investigação sobre episódios de violência registrados no fim de semana na Cisjordânia ocupada. Entre os casos estão ataques contra a fotojornalista do jornal "The Washington Post", Heidi Levine, e diplomatas europeus.
Os Estados Unidos, principal aliado de Israel, cobraram medidas para conter a violência de colonos israelenses e prender os responsáveis pela agressão à jornalista. França, Bélgica e Polônia também exigiram providências após o ataque a seus diplomatas.
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Segundo a polícia, os suspeitos foram detidos em uma operação realizada antes do amanhecer. Eles são investigados por envolvimento em atos de violência, desrespeito a uma ordem que restringia o acesso a uma zona militar e construção ilegal.
Os nomes dos detidos não foram divulgados. Eles foram levados para interrogatório, segundo a polícia. A Rádio do Exército de Israel informou que todos são cidadãos israelenses.
Processos judiciais contra colonos israelenses são raros.
Colonos israelenses vestidos de preto e mascarados queimam oliveiras em ataque na Cisjordânia
REUTERS/Ammar Awad
O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, afirmou na rede social X que as prisões representavam um “desdobramento muito positivo” na busca e punição dos responsáveis por atacar e espancar a jornalista Heidi Levine.
Na última sexta-feira (19), colonos israelenses mascarados foram filmados agredindo Levine, cidadã americana que acompanhava a colheita de azeitonas por palestinos na Cisjordânia. Ela foi levada ao hospital e passou por uma cirurgia em um dedo.
No sábado (17), diplomatas da França, da Bélgica e da Polônia, além de um prefeito francês, foram atacados por colonos mascarados em outra área da Cisjordânia. Um veículo diplomático belga também foi danificado.
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, e as Forças Armadas atribuíram o ataque aos diplomatas a “manifestantes israelenses”.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, por sua vez, adotou um tom mais cauteloso. Sua coalizão nacionalista e religiosa enfrenta as eleições de 27 de outubro sob a perspectiva de perder a maioria no governo.
Netanyahu afirmou que os diplomatas entraram em uma “área sensível com histórico de confrontos” sem coordenar a visita com as Forças Armadas. Sobre a agressão a Levine, disse que as circunstâncias ainda eram “pouco claras”.