Trump diz que EUA aceitam manter negociações com o Irã, mas que cessar-fogo acabou
10/07/2026
(Foto: Reprodução) 14 pessoas morreram no Irã desde o fim de cessar-fogo
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (10) que os EUA concordaram em negociar com o Irã depois que Teerã pediu a continuação das negociações, mas acrescentou que o cessar-fogo entre as duas nações "acabou".
A declaração foi feita após três navios-tanque comerciais do Catar e da Arábia Saudita serem alvo de ataques nesta semana. Em resposta, os Estados Unidos bombardearam alvos iranianos, e o Irã retaliou na última quinta-feira (9) com ataques contra instalações militares americanas em países vizinhos do Golfo.
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"A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as 'negociações'. Concordamos com isso, mas os Estados Unidos deixaram absolutamente claro para eles que o cessar-fogo ACABOU!", escreveu Trump.
Negociadores do Catar se reuniram com autoridades iranianas nesta sexta para tentar reduzir as tensões após a troca de ataques entre Irã e Estados Unidos. As tratativas também devem discutir a navegação pelo Estreito de Ormuz, segundo uma fonte com conhecimento do assunto ouvida pela Reuters.
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O tráfego diário de navios-tanque pela estratégica via marítima estava mais lento nesta sexta. A sequência de ataques aumentou as preocupações sobre a recuperação do abastecimento global de petróleo e do transporte marítimo, além de evidenciar a fragilidade da trégua provisória.
Segundo a fonte, as negociações no Irã têm como objetivo discutir a implementação do memorando de entendimento firmado em junho, além das questões que desencadearam a recente escalada entre Washington e Teerã, incluindo disputas sobre a navegação no Estreito de Ormuz.
A agência semioficial iraniana Tasnim informou que uma delegação do Catar visitou o Irã em uma iniciativa que, segundo analistas, busca reforçar o papel de Doha como mediadora. A visita ocorre após o Catar acusar o Irã de envolvimento nos ataques em Ormuz.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião de cúpula da Otan em Ancara, na Turquia, em 8 de julho de 2026.
REUTERS/Jonathan Ernst